Dieta Paleo & Crossfit – Introdução a Dieta Paleo (Vídeo)

Fala aí pessoal, eu não morri não, comecei um novo projeto, o www.domineomundo.tv (https://www.youtube.com/c/domineomundotv) e por conta disto estou meio afastado do Projeto Agogê no momento, mas ele tá indo de vento em popa e em breve atualizarei aqui o nosso post semanal. Por enquanto, deêm uma olhada no vídeo de introdução a Dieta Paleo que gravei pro canal.

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Série Mitos da Nutrição – Você deve contar calorias para emagrecer

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Existe um entendimento popular que a melhor maneira de emagrecer é ter um balanço energético negativo, ou seja, comer menos calorias do que o corpo precisa, no entanto quanto mais nos aprofundamos nos paradoxos desta teoria, mais evidentes vão se tornando suas fraquezas.

Quando nos dizem que a obesidade é a consequência gradual de comer um pouco mais do que se deve e exercitar-se um pouco menos, a solução parece simples. Então por que a obesidade é epidêmica, se suas consequências sociais e na saúde são tão devastadoras?

Meio quilo de gordura contém cerca de 3.500 calorias. É por isso que os nutricionistas dizem que para perder meio quilo por semana é necessário criar um défcit calórico de 500 calorias por dia (7 x 500 = 3.500). Agora, vamos olhar pelo ângulo do ganho de peso, ao invés da perda de peso. Quantas calorias precisamos comer a mais, todos os dias, para engordar um quilo por ano?

Quantas calorias diárias temos de consumir além do que gastamos para nos transformarmos de um jovem magro em um adulto gordo, 25 anos depois e 25 quilos mais pesado?

A reposta é 20 calorias e somente vinte calorias, visto que 365 dias x 20 calorias diárias a mais no balanço energético = 7300 calorias = 1 Kg de gordura aproximadamente.

Será que as coisas são tão simples assim?

Se, de fato, a obesidade dependesse do balanço calórico como causa, você só precisaria comer 20 calorias a mais por dia para engordar 10 quilos por década. Decorre daí que bastaria uma mínima restrição calórica diária (ou mínimo aumento na atividade física) para abolir o problema. E o que seriam 20 calorias?

  • Menos que uma mordida em um sanduíche
  • Menos de 60 ml de refrigerante ou cerveja
  • Menos de 3 batatas fritas
  • Três mordidas em uma maçã
  • Uma fatia de apresuntado

Será mesmo que tão pouco pode fazer a diferença em nossa vida e curar a obesidade, uma doença reconhecida pela OMS como grande desafio nos próximos anos?

Se você realmente acredita que a causa da obesidade é o “balanço do quanto consumimos versus o quanto gastamos”, então esta quantidade insignificante de calorias é o que o deixará obeso. Assim, devemos nos perguntar, como é possível que qualquer um permaneça magro. Sim, pois pelo menos metade da população permanece magra com o passar dos anos. E mesmo os obesos, após atingir um peso elevado, tendem a permanecer estáveis neste patamar por longos períodos. Isto significa que estas pessoas estão equilibrando sua ingestão e seu gasto calórico com uma precisão impressionante de menos de 20 calorias/dia! Como é possível?

Uma ou duas mordidas a mais (de um total de cerca de 200 mordidas diárias) e estamos condenados à obesidade. Se a diferença entre comer o suficiente ou comer demais é menos do que 1 centésimo das calorias que consumimos diariamente, e isto precisa ser perfeitamente equilibrado com nosso gasto calórico diário (sobre o qual temos apenas uma estimativa grosseira), como é possível que qualquer pessoa possa comer com tamanha acurácia?

Ou seja, a pergunta correta não é por que alguns de nós engordamos, mas sim como é possível, se o paradigma do balanço calórico estiver correto, que nem todos engordemos?

Um homem de 70 Kg que mantenha seu peso constante por 2 décadas, precisaria ajustar consumo e gasto calórico com uma precisão de 1 vigésimo de 1%. Poucos dispositivos mecânicos seriam tão precisos.

Você poderia pensar que o que impede alguns de ganhar peso é olhar a balança, o ajuste do cinto, e comer menos de propósito. Mas e os animais? O balanço calórico também não se aplica a eles? Será que um leão “termina a sua refeição e sai da mesa com um pouquinho de fome”, para não engordar?

Por fim, o mesmo balanço calórico que funciona para um lado, deveria funcionar na outra direção. Se comer moderadamente significa errar no sentido de comer um pouco menos, e não mais, então como se explica que quem come 20 calorias a menos todos os dias não acaba raquítico em poucas décadas?

Conclui-se então a partir de uma simples observação e confrontando dados, que além de a teoria do balanço energético não ser uma verdade absoluta, o corpo humano é uma máquina muita mais complexa do que acreditamos, logo, contar calorias não ajuda a emagrecer, mas talvez seja um bom passatempo e nada mais do que isto.

Série Mitos da Nutrição – Coma de 3h em 3h

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Hoje iniciaremos uma série no blog, com vários e vários posts ao longo dos próximos dias, chamada “Mitos da Nutrição”, ou seja, abordando assuntos que são difundidos amplamente por nutricionistas ou mesmo a mídia, mas que há estudos científicos que comprovam justamente o contrário.

E para começar não haveria assunto melhor do que o famoso comer de 3h em 3h, apontando por 10 em cada 10 “especialistas” em nutrição como a melhor forma de emagrecer, queimar gordura e melhorar a saúde.

A justificativa para tal comilança seria manter o organismo em um nível constantemente alto de metabolismo, no entanto o que determina o quanto o seu metabolismo será acelerado pela refeição não é a periodicidade da mesma e sim a quantidade que comemos, logo, comer 300kcal em 6 refeições diárias não aumentará o metabolismo mais do que comer 600kcal em 3 refeições ao longo do dia.

Isto já foi comprovado em diversos estudos onde um grupo consome diversas pequenas refeições e o outro consome a mesma quantidade de comida em menos refeições, confira nas referências no final do post. Inclusive há um estudo com homens obesos que revela que consumir 6 refeições por dia leva a uma menor sensação de saciedade, comparado a 3 refeições.

Não é natural para o corpo humano estar constantemente alimentado. Na natureza, nós estávamos acostumados a fazer jejum de tempos em tempos e não comíamos com tanta frequência como comemos hoje.

Quando nós não comemos por um tempo, um processo celular chamado de autofagia limpa os produtos nocivos das nossas células. Fazer jejum ou não comer de tempos em tempos é bom para você, como você pode ver neste outro post.

Diversos estudos observacionais mostram um aumento significativo no risco de câncer de cólon (3ª tipo de câncer mais comum em brasileiros), com números tão altos como 90% de aumento naqueles que consumiam quatro refeições por dia, comparados com os que consumiam duas.

Concluindo, porque iremos comer de 3h em 3h, se:

  • Não há diferença metabólica
  • Não é natural ao corpo humano estar constantemente alimentado
  • Não induzimos a autofagia, processo essencial para a “limpeza” do organismo.
  • Há uma menor saciedade
  • Há um maior risco no aumento de doenças

Referências

Meal frequency and energy balance.

Increased meal frequency does not promote greater weight loss in subjects who were prescribed an 8-week equi-energetic energy-restricted diet.

The influence of higher protein intake and greater eating frequency on appetite control in overweight and obese men.

Short-term fasting induces profound neuronal autophagy.

Eating frequency and colon cancer risk.

Eating frequency—a neglected risk factor for colon cancer?

Meal Frequency and Risk of Colorectal Cancer

Quais tipos de câncer mais matam no Brasil?

Leite faz mal, isto é um fato, confira!

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Antes de começar o post, pense nas seguintes afirmações:

  • O ser humano é o único mamífero que toma leite após os 3 anos de idade
  • Existem 4600 espécies de mamíferos no mundo e todas elas tomam leite de sua própria espécie e durante a fase inicial da vida
  • O ser humano é o único mamífero que toma leite de outra espécie, sendo que isto é uma suposta necessidade, inventada para atender interesses comerciais, não condizente com nossa natureza.
  • Consideramos errado tomar leite de rata ou cachorra, mas consideramos certo tomar leite de vaca, que recebe hormônio para dar leite o ano inteiro
  • Por que os países com menor consumo de leite e derivados tem menos incidência de osteoporose e fraturas ósseas.
  • Atualmente as vacas leiteiras vivem apenas 6 anos em vez de 20 anos, como antigamente, mas a produção de leite, comparada há 50 anos quase triplicou.
  • Mulheres que tomam dois ou mais copos de leite tem um aumento de 66% no risco de desenvolverem câncer de ovário.
  • Já foram isolados no leite que você consome 59 hormônios diferentes, sendo oito hormônios pituitários, sete hormônios esteroidais, seis hormônios tireoidianos e onze fatores de crescimento, todos eles não pertencentes a espécie humana

O leite, particularmente o de vaca, é a mais comum das alergias a alimentos e mesmo quando não se é alérgico, o leite é frequentemente intolerado no trato intestinal. E o problema vai muito além da intolerância à lactose pois este provoca inchaço intestinal, prisão de ventre e refluxo. Clinicamente, o leite, está ainda ligado ao aumento de problemas de pele, sinusite, enxaquecas, osteoporose e dores nas articulações.

Na realidade o leite é muito mais do que uma bebida, é um fenômeno cultural e industrial passível de ser analisado ao longo da história das civilizações. O mito do leite espalhou-se pelo mundo baseado na crença de que é rico em proteínas e cálcio e essencial para a saúde, especialmente dos ossos.

Todavia os estudos mostram que o corpo humano é incapaz de absorver o cálcio do leite de vaca (especialmente pasteurizado), mas também ficou já provado que o leite pode aumentar as perdas de cálcio nos ossos.

A esta altura você deve estar se perguntando porque não há uma grande divulgação disto, ou mesmo, porque raios somos ensinados desde pequeno que beber leite faz bem?

A resposta é que as indústrias leiteiras gastam rios de dinheiro para convencer o público em geral que o leite é necessário por razões de saúde, mas o que não nos disseram é que para os adultos o consumo de leite animal pode estimular doenças coronárias, obesidades, diabetes, cancro de mama, próstata e cólon, doenças autoimunes, osteoporose, algumas doenças da retina e dos rins, diabetes tipo 1 em crianças predispostas, em que o pâncreas sofre uma destruição autoimune. Por isso, o leite pode e deve ser evitado, sem prejuízo para o organismo.

 A ingestão de leite aumenta a acidez do pH do corpo humano, que por seu vez inicia uma correção biológica natural. Acontece que o cálcio é um excelente neutralizador de acidez e o nosso maior armazém de cálcio do corpo é exatamente o esqueleto. Assim, o mesmo cálcio que os nossos ossos necessitam para se manterem fortes e saudáveis vai ser usado para neutralizar a acidez provocada pela ingestão de leite. Uma vez retirado dos ossos para equilibrar o pH, o cálcio é expelido pela urina causando um efeito surpreendentemente contrário ao que é dito pelas indústrias leiteiras.

Sabendo tudo isto percebemos finalmente porque os países com menor consumo de leite, são também aqueles que possuem menor incidência de fraturas ósseas na população.

Graças à nossa ingenuidade e talvez aos instintos de sobrevivência, adotamos o ato dúbio de beber o leite de outras espécies. Ninguém nega a eficácia e pertinência do leite de vaca para os bezerros, mas ao contrário dos humanos, estes deixam de consumir leite definitivamente uma vez que estejam crescidos e o mesmo se aplica a todos os mamíferos da face da Terra.

Além disso cada espécie de mamífero é o próprio ‘designer’ do seu leite que serve exatamente para a sua espécie e isto aplica-se ao leite de vaca que contém três vezes mais proteínas que o leite humano, o que obviamente tem de provocar distúrbios metabólicos nos humanos que erradamente o consomem.

Para quem insiste em manter o leite na sua dieta, fiquem sabendo que o leite que compram no supermercado está muito longe de ser saudável. As vacas leiteiras recebem diariamente hormônios do crescimento e de simulação de gravidez para aumentar a produção de leite, bem como antibióticos para diminuir infecções provocadas pelos mais variados mecanismos e químicos a que estão expostas, sendo que estes obrigatoriamente contaminam o leite gerando mais doenças e intolerâncias ao nosso organismo.

Então como devo obter cálcio sem beber leite?

Existem diversos alimentos naturais que são uma ótima fonte de cálcio, nem todas são pertencentes a dieta paleo, mas evitar do leite é indicado para adeptos de qualquer dieta,  sendo assim, segue uma lista de alguns alimentos que são fontes de cálcio:

  • Folhas verdes escuras, tais como agrião, couve, espinafre, acelga, etc
  • Castanhas
  • Sementes de chia
  • Quiabo
  • Gergelim
  • Brócolis
  • Linhaça
  • Açaí
  • Figo seco
  • Tamara
  • Damasco
  • Tangerina
  • Ameixa seca

 Sendo assim fica o aviso, pondere não consumir leite, pela sua saúde!

O mito que a gordura saturada faz mal

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Mais um ponto de extrema polêmica na Dieta Paleo é a liberação do consumo da gordura saturada dos alimentos, incluindo ai aquela gordurinha da picanha, ovos, manteiga e até mesmo o bacon.

Esta paranoia coletiva começou na década de 50 com a mensagem que a diminuição do consumo de gordura previne doenças do coração. E desde a década de 1950, o consumo de gordura de origem animal diminuiu drasticamente: quase todo mundo corta, separa e não come aquela gordura a mais da carne, substitui manteiga por margarina, banha de porco por óleo de milho, soja, algodão e canola – e com toda essa mudança, diminuíram as doenças cardiovasculares?

Não. Pelo contrário, os números das doenças cardiovasculares vêm aumentando

O primeiro “estudo” feito neste sentido, foi o famoso “estudo dos sete países”, do epidemiologista americano Ancel Keys, sendo o mesmo o mais notório e citado estudo para “provar” a relação entre ingestão de gordura e doenças cardiovasculares. É utilizado como a mais forte referência até os dias de hoje, tendo os seus dados coletados na América do Norte, Europa, Ásia e Oceania.

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O estudo, gerou inicialmente um gráfico que mostrava que quanto maior a quantidade de gordura ingerida por um dado país, maior o índice de mortes coronarianas naquele país. Japão e Itália se encontravam mais próximos da base (portanto com a mais baixa ingestão de gorduras e, coincidentemente, mais baixo índice de mortalidade coronariana). Esse tipo de gráfico nada mais representa que uma correlação, porém mesmo assim, rapidamente se transformou na prova cabal da relação causa-efeito entre ingestão de gorduras e mortalidade coronariana.

Uma coisa é correlação, e outra é relação causa-efeito. Pode-se afirmar que 100% das pessoas que bebem água acabam morrendo um dia e isso nada mais é que uma correlação. Todas as pessoas morrem e todas as pessoas bebem água, mas isso não quer dizer que todas as pessoas morrem porque bebem água. Há correlação, mas não há relação causa-efeito.

O mesmo problema acontece com o famoso gráfico do estudo dos sete países. Para fins de exemplo, no Japão da época quase não se consumia frutose, exceto por aquela presente naturalmente nos alimentos – frutas integrais e frescas – portanto quase não se consumia frutose concentrada em sucos ou adicionada a bebidas açucaradas. Na Itália sempre se comeu muita massa – glicose – mas não muita frutose adicionada a bebidas açucaradas – simplesmente não era o hábito consumir sucos e refrigerantes. Na Itália consome-se doces com moderação. Coincidentemente, Japão e Itália possuem o mais baixo índice de mortalidade coronariana no gráfico. Já os Estados Unidos possui o mais alto – e também detêm, disparadamente, o mais alto consumo de frutose adicionada a refrigerantes, sucos e outras bebidas doces.

Ou seja, os dados utilizados para o estudo continham uma relação direta e proporcional entre o consumo de açúcar e de gordura saturada, só que em vez de aprofundarem o estudo, resolveram jogar toda a culpa das doenças cardiovasculares na gordura saturada e a partir da década de 1980, o mundo ocidental, liderado pelos americanos, passou a ingerir uma dieta cada vez mais alta em carboidratos e baixa gordura.

A gordura dá paladar para os alimentos, e isso é sabido na culinária (vide a famosa e deliciosa culinária tradicional francesa). Então o que acontece, naturalmente, é que quando se retira a gordura do alimento, ele fica menos palatável. E indústria alimentícia resolve esse problema adicionando mais açúcar.

Esta é a pior coisa que poderia ter acontecido com nossa alimentação. E continua acontecendo até hoje. Sai a gordura que ocorre naturalmente nos alimentos e fornece nutrientes vitais para a saúde e equilíbrio, e entra em seu lugar o açúcar, como aditivo, que engorda, rouba nutrientes, desequilibra nosso corpo e prejudica a saúde.

Por conta disto e de muitas outras razões é que a Dieta Paleo é uma excelente maneira, senão a melhor, de se alimentar, mantendo o nosso corpo saudável e funcionando perfeitamente.

Jejum Intermitente, emagrece e ajuda na hipertrofia

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Um dos mais polêmicos aspectos da Dieta Paleo é a orientação para NÃO comer de 3h em 3h, exatamente ao contrário que os especialistas em emagrecimento e mesmo os médicos indicam. A dieta Paleo indica que devemos fazer poucas refeições diárias, tais como nossos antepassados, ou até mesmo ficarmos um dia sem comer, para que o corpo seja “forçado” a trabalhar como ele foi programado, ou seja, retirando a sua energia da gordura presente em nosso corpo e não dos carboidratos que ficamos comendo o tempo todo.

E o jejum, ao contrário do que se prega hoje, sempre esteve presente durante a existência dos seres humanos, seja durante o período noturno (que tipicamente chamamos de “dormir”), durante períodos mais prolongados (devida a escassez de alimentos) ou mesmo por motivos religiosos (por exemplo o Ramadã). O que é novo nessa história é o direcionamento da pesquisa clínica sobre os benefícios do jejum na saúde e no prolongamento da vida.

As pesquisas atuais mostram que o Jejum Intermitente, quando bem feito, pode ajudar a prolongar a vida, regular a glicose sanguínea, controlar os lipídios circulantes no sangue, controlar de forma satisfatória o peso corporal, ganhar (ou manter) massa magra, entre outros benefícios, veja a lista:

  • Redução dos Lipídios sanguíneos (incluindo a diminuição de triglicérides e colesterol LDL)
  • Aumento da liberação do hormônio do crescimento
  • Redução da Pressão arterial (provavelmente ocasionado por mudanças na atividade do simpática/parassimpática)
  • Redução dos Marcadores de inflamação (incluindo CRP, IL-6, TNF, BDNF e outros.)
  • Redução do Stress oxidativo (usando marcadores de proteínas, lipídios e danos no DNA)
  • Redução dos Risco de câncer associados a obesidade, tais como o câncer de mama
  • Aumento da Renovação e reparação celular (autofagocitose)
  • Aumento na Queima de gordura (aumento da oxidação de ácidos graxos durante o período de jejum)
  • Aumento da taxa metabólica (estimulada pela liberação de epinefrina e norepinefrina)
  • Melhora no Controle do apetite (alterações no PYY e na grelina)
  • Melhora no Controle do açúcar sanguíneo (pela redução de glicose sanguínea e aumento a sensibilidade à insulina)
  • Melhora na Função cardiovascular (oferecendo proteção contra lesões isquêmicas do coração)

As pesquisas tem mostrado que a maioria desses benefícios só podem ser alcançados após longos períodos em jejum (20-24hs)  e esse período depende diretamente do seu nível de atividade física. Por exemplo, se você for um sedentário total durante o período de jejum, talvez você precise de 20-24hs sem comida para alcançar esses benefícios. Por outro lado, caso você esteja altamente ativo durante o período de jejum, você poderá chegar a alcançar esses benefícios com apenas 16-20hs sem comida.

Eu não acredito que todas as pessoas possam se adaptar perfeitamente aos mais conhecidos protocolos de Jejum Intermitente, mas acredito que TODAS AS PESSOAS podem se adaptar (e alcançar grandes benefícios) de prática do Jejum Intermitente de uma forma mais personalizada, com um protocolo que se adeque diretamente a sua individualidade psicológica, biológica e social.

Porque o glúten engorda e faz mal a saúde.

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Hoje vamos abordar um assunto que sempre vem a tona quando se fala em dieta e alimentação saudável, que é o proteína vegetal Glúten, suas propriedades, doenças relacionadas, sua direta relação com o peso e principalmente como o corpo lida com sua digestão.

Inicialmente, vamos entender o que é o Glúten, que é uma proteína vegetal composta pela mistura das proteínas gliadina e glutenina, que se encontram naturalmente na semente de muitos cereais, como trigo, cevada, centeio e aveia.

A grande utilização atual do glúten advém do fato de que essa substância torna as massas mais macias e elásticas – uma grande vantagem na panificação, pois assim o pão fica mole e não se esfarela quando cortado em fatias.

Com o passar dos anos, especialistas em agricultura selecionaram cereais com conteúdo cada vez maior de glúten. Do farro com pouquíssimo glúten, como aquele usado na Europa na época dos antigos romanos, passou-se ao trigo, que contém muito glúten.

Segundo médicos e especialistas, ao chegar no intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e depressão.

Muito desses problemas de saúde são em decorrência na mudança de cardápio dos brasileiros que passaram a comer em excesso alimentos ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Hoje até queijos embutidos vem com a substância. Às vezes o glúten é utilizado para tornar mais densos cremes e pudins, no presunto cozido e em embutidos como salames, mortadelas, salsicha e inclusive em alguns medicamentos.

O corpo responde de diversas maneiras a esta saturação do intestino, tais como:

  • Intolerância alimentar: o glúten é uma cola que adere as paredes intestinais e vai bloqueando o funcionamento do intestino. Os primeiros sintomas são intolerância alimentar, desconforto abdominal, gases e retenção de líquidos.
  • Obesidade: Com o metabolismo lento não se processa devidamente os alimentos tendo como consequência o acúmulo de gordura abdominal.
  • Baixa imunidade: afeta o sistema imunológico favorecendo doenças autoimunes.
  • Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas.
  • Açúcar: Como o glúten é aliado do açúcar, sequestrador do cálcio, aumentam os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia, hipertensão e colesterol alto.

E o que podemos fazer para nos prevenir de todas estas enfermidades e tantos outras que ainda estão em estudo, tais como a interferência do Glúten no Autismo e na Esquizofrenia? A única maneira de se prevenir é parar imediatamente o consumo do mesmo e adotar uma dieta livre de glúten (gluten free) tal como a Dieta Paleolítica, que foi escolhida para o Projeto Agogê.

A Cura da Esclerose Múltipla

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Um dos principais aspectos que me fizeram escolher a dieta Paleo para o Projeto Agogê, foi os inúmeros relatos encontrados de pessoas que sofriam de doenças e se curaram somente com a alteração da alimentação convencional para a Paleolítica e hoje gostaria de citar esta incrível história que encontrei.

A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central). Isso acontece porque o sistema imunológico do corpo confunde células saudáveis com “intrusas”, e as ataca provocando lesões no cérebro. O sistema imune do paciente corrói a bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina.

Os danos à mielina causam interferência na comunicação entre o cérebro, medula espinhal e outras áreas do seu corpo. Esta condição pode resultar na deterioração dos próprios nervos, em um processo irreversível. Ao longo do tempo, a degeneração da mielina provocada pela doença vai causando lesões no cérebro, que podem levar à atrofia ou perda de massa cerebral. Em geral, pacientes com esclerose múltipla apresentam perda de volume cerebral até cinco vezes mais rápida do que o normal.

Os sintomas variam amplamente, dependendo da quantidade de danos e os nervos que são afetados. A esclerose múltipla (EM) se caracteriza por ser uma doença potencialmente debilitante. Pessoas com casos graves de esclerose múltipla podem perder a capacidade de andar ou falar claramente. A esclerose múltipla pode ser difícil de diagnosticar precocemente, uma vez que os sintomas aparecem com intervalos e o paciente fica meses sem qualquer sinal da doença.

Acima, vemos a imagem de uma médica americana chamada Terry Wahls, ela foi diagnosticada com esclerose múltipla progressiva secundária, uma doença degenerativa que foi aos poucos limitando seus movimentos e capacidade de locomoção, levando-a em Outubro de 2007 estar presa sobre uma cadeira de rodas, definhando sem nenhum horizonte de cura.

Ela visitou os maiores especialistas na doença que pôde encontrar, se submeteu à quimioterapia, às mais modernas medicações, mas nada parecia dar algum resultado positivo. Ela então começou a analisar os estudos e pesquisas mais recentes sobre o funcionamento do cérebro e quais nutrientes poderiam influenciar o progresso da sua doença.

Ela começou a tomar diversos suplementos isolados com os nutrientes que, de acordo com suas pesquisas, seriam necessários para a recuperação do seu cérebro, e notou que houve uma boa desaceleração do progresso da doença. Ela progredia mais lentamente, mas continuava progredindo. Ela já não conseguia mais andar, e dependia de uma cadeira de rodas motorizada para se locomover.

Foi então que lhe ocorreu uma ideia: e se, ao invés de ingerir estes nutrientes na forma de suplementos isolados, ela ingerisse todos estes nutrientes através dos alimentos? Certamente, além de todas as substâncias que ela sabia que eram necessárias, ela iria ingerir um monte de outros nutrientes de brinde que poderiam fazer um grande diferença em seu estado.

Ela então começou a pesquisar quais alimentos continham os nutrientes que necessitava, e começou a montar uma dieta específica para alimentar o seu cérebro e permitir que ele se regenerasse.

Em poucas semanas após adotar a nova dieta, ela começou a notar melhoras significativas. Em três meses, já estava andando novamente com a ajuda de bengalas. Um mês depois, sem bengalas. Em seis meses, deu uma volta de bicicleta ao redor da casa, e em nove meses, participou de um passeio ciclistico de 28 quilômetros.

E qual seria esta nova dieta milagrosa? É uma dieta baseada na Dieta Paleo, com alguns ajustes para que conseguisse consumir todos os nutrientes que ela havia identificado como essenciais para a recuperação do seu cérebro. Eis as suas recomendações:

  • Três xícaras de folhas verdes por dia (couve, salsa, alface, espinafre, rúcula, etc).
  • Três xícaras de verduras ricas em enxofre por dia (repolho, brócolis, couve-flor, couve de bruxelas, nabos, rabanetes, cebola, alho, alho-poró, cogumelos, aspargos, etc).
  • Três xícaras de verduras e frutas bem coloridas por dia (beterraba, cenoura, pimentão, repolho-roxo, morangos, framboesas, amoras, mirtilos, pêssegos, laranjas, etc).
  • Carnes de animais alimentados com pasto, incluindo carne de órgãos, como fígado, coração, língua, moela, etc.
  • Peixes ricos em ômega 3, como o salmão, atum, arenque, etc.
  • Algas marinhas.
  • Três xícaras são o equivalente a um prato cheio.
  • Não consumir grãos, laticínios, açúcar e óleos vegetais processados

Atualmente a Dra. Wahls está conduzindo pesquisas clínicas para estudar o efeito da sua dieta em outros pacientes com o mesmo problema. Segundo ela, os resultados são “de tirar o fôlego”, e há diversos relatos em seu site de outros pacientes que conseguiram resultados parecidos com os dela seguindo esta dieta.

Eu não duvido que esta dieta traga resultados igualmente impressionantes no tratamento de diversas outras doenças. O corpo humano tem uma capacidade incrível de recuperação, basta fornecer o estímulo correto, e a “matéria prima” adequada, que ele cuida do resto.